Infeção no Ouvido do Cão: Tipos, Sintomas e Tratamento Respaldado pelo Veterinário

Importante: As infeções no ouvido são uma das cinco principais razões pelas quais os cães visitam o veterinário. Se não forem tratadas, podem progredir do canal auditivo externo para o ouvido médio e interno, causando potencialmente perda permanente de audição ou danos neurológicos. O reconhecimento e tratamento precoces são essenciais.

Compreender as Infeções no Ouvido do Cão: Três Tipos Distintos

As infeções no ouvido em cães — coletivamente chamadas otite — são classificadas por localização. A otite externa afeta o canal auditivo externo e é de longe a forma mais comum, representando a grande maioria dos casos diagnosticados. Geralmente é a mais fácil de tratar e, quando detetada cedo, tem um prognóstico excelente. A otite média envolve o ouvido médio, frequentemente desenvolvendo-se quando uma infeção do ouvido externo é ignorada ou inadequadamente tratada. É mais dolorosa e pode exigir uma intervenção mais agressiva, incluindo antibióticos orais ou até cirurgia. A otite interna afeta o ouvido interno e é a forma mais grave. Os sinais incluem perda grave de equilíbrio, inclinação da cabeça para o lado afetado, movimentos oculares involuntários (nistagmo), vómitos e, em casos avançados, surdez permanente. Este estágio requer cuidados veterinários imediatos.

Determinar qual tipo o seu cão tem é impossível sem um exame veterinário adequado, razão pela qual adivinhar em casa pode ser Dangerous">Dangerous">perigoso-dog-toys" title="10 Dog Toys That Are Actually Dangerous">Dangerous">Perigoso (E O Que Usar Em Vez Disso)">perigoso — aquilo que parece um simples problema do ouvido externo pode já ter se propagado mais profundamente.

Causas Comuns de Infeção no Ouvido em Cães

A pesquisa publicada em Veterinary Dermatology descobriu que bactérias e fungos — frequentemente em combinação — são responsáveis pela maioria das infeções no ouvido canino. As bactérias mais frequentemente isoladas incluem Staphylococcus pseudintermedius, Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis. O fungo Malassezia pachydermatis também é extremamente comum e produz um exsudato distinto, musgo e escuro.

Alergias são frequentemente o fator subjacente. As alergias ambientais (atopia) e as alergias alimentares criam um ambiente de canal auditivo inflamado que é propício ao crescimento excessivo de microrganismos. Os cães com alergias não controladas frequentemente alternam entre infeções no ouvido até que a alergia em si seja abordada. Os ácaros no ouvido (Otodectes cynotis) são outra causa, mais comum em cachorros e cães com exposição ao ar livre; produzem um exsudato escuro, semelhante a pó de café. Corpos estranhos como sementes de relva, humidade retida após natação e distúrbios hormonais como hipotiroidismo podem todos predispor um cão a infeções no ouvido. O excesso de humidade — seja do banho, natação ou alta humidade — amolece o revestimento do canal auditivo e interrompe suas defesas naturais.

Reconhecer os Sintomas

Os cães não podem dizer-lhe que o ouvido dói, mas o seu comportamento o torna óbvio. Os sinais mais comuns incluem:

  • Agitar a cabeça repetidamente, especialmente depois de acordar
  • Coçar a orelha com uma pata traseira ou esfregar a cabeça contra móveis
  • Odor desagradável proveniente do ouvido — frequentemente leveduroso, azedo ou apodrecido
  • Exsudato visível que pode ser amarelo, castanho, preto ou sangrento
  • Vermelhidão e inchaço da orelha ou abertura do canal visível
  • Dor ao toque — o seu cão pode ganir ou recuar quando toca na orelha
  • Inclinar a cabeça para um lado (sugere envolvimento mais profundo)
  • Perda de equilíbrio ou coordenação (emergência — procure cuidados imediatamente)

Como os Veterinários Diagnosticam Infeções no Ouvido

Um diagnóstico adequado começa com um exame otoscópico do canal auditivo, que permite ao veterinário visualizar o tímpano e avaliar o quão profundamente a infeção se propagou. Geralmente, é recolhida uma amostra do exsudato do ouvido e examinada sob microscópio — esta citologia revela se bactérias ou fungos (ou ambos) estão presentes e em que proporção. Para infeções crónicas ou resistentes ao tratamento, o veterinário pode enviar uma cult